Reflorestamento no Cerrado: projetos que funcionam
Viveiros comunitários e parcerias com universidades mostram que recuperar o bioma é possível — se a escolha de espécies respeitar o solo.
Reportagem em destaque
Raiz & Folha é um editorial independente dedicado a contar, em imagens e texto, a história das florestas brasileiras — da savana do Cerrado às ruas das grandes cidades. Acreditamos que ver uma árvore de perto, com luz certa e contexto, muda a forma como pensamos o território.
O país guarda seis biomas e milhões de hectares degradados. Ao mesmo tempo, crescem iniciativas de reflorestamento com espécies nativas, corredores ecológicos e plantio urbano que reduz ilhas de calor. Nossa equipe percorre esses lugares com câmera e caderno de campo, priorizando vozes locais: agricultores familiares, biólogos de ONGs, guardas-parque, moradores de bairros que plantaram ipês na calçada.
Não publicamos listas genéricas nem conteúdo de afiliados. Cada reportagem nasce de visita presencial ou de arquivo fotográfico verificado. O tom é narrativo: queremos que o leitor sinta a umidade da Mata Atlântica, o vento seco do Cerrado, o asfalto quente de uma avenida sem sombra — e entenda o que está em jogo.
Este site reúne nossas matérias mais recentes sobre reflorestamento, conservação e arborização urbana. As imagens que ilustram as páginas são placeholders editoriais; em produção, substituímos por fotografias de autoria própria ou licenciadas, sempre com crédito na legenda.
Últimas reportagens
Viveiros comunitários e parcerias com universidades mostram que recuperar o bioma é possível — se a escolha de espécies respeitar o solo.
Um registro visual do que ainda permanece de pé entre o litoral e a serra, e dos esforços de quem remenda fragmentos.
Políticas públicas, espécies adequadas e manutenção: o que separa ruas que refrescam das que perdem árvores a cada poda agressiva.
O Brasil concentra cerca de 60% da Amazônia e abriga o Cerrado, a Mata Atlântica, o Pantanal, a Caatinga, o Pampa e parte significativa da floresta equatorial. Esses biomas regulam clima, abastecem bacias hidrográficas e sustentam comunidades inteiras. Quando uma área é desmatada ou convertida em pasto degradado, o custo aparece em secas, enchentes e perda de biodiversidade — fenômenos que já atingem cidades distantes da floresta.
O reflorestamento com espécies nativas não é apenas «plantar árvore». Exige conhecer o solo, a altitude, a disponibilidade hídrica e a fauna local. Projetos bem-sucedidos no Cerrado, por exemplo, combinam barreiras de contenção, recuperação de nascentes e monitoramento por anos. Nossas reportagens acompanham esses ciclos longos, porque a imagem de um ano não conta a história completa.
Na cidade, a lógica é outra, mas não menos urgente. Avenidas sem copas registram temperaturas vários graus acima de bairros arborizados. Espécies exóticas invasoras, podas severas e calçadas impermeáveis matam raízes. Ao documentar arborização urbana, mostramos tanto os acertos — como o planejamento de Curitiba e experiências em Belo Horizonte — quanto os erros recorrentes em metrópoles que tratam árvore como enfeite descartável.
Raiz & Folha convida você a ler com calma, ampliar as fotos, seguir as referências nas matérias e entrar em contato quando tiver uma história de floresta ou de rua que mereça ser contada. O e-mail editorial é [email protected].
Nosso calendário editorial privilegia profundidade em vez de volume. Cada reportagem exige tempo de deslocamento, permissão de acesso e edição cuidadosa das imagens — etapas que não cabem em um fluxo diário de notícias. Por isso, entre uma publicação e outra, você encontrará aqui texto de permanência: material que continua relevante meses depois de publicado, porque descreve processos e lugares, não apenas manchetes.
Se você chegou até aqui pela primeira vez, sugerimos começar pela reportagem sobre reflorestamento no Cerrado ou pela série fotográfica na Mata Atlântica — dois retratos complementares do que o Brasil perdeu e do que ainda pode recuperar. Boa leitura — e boa sombra, onde quer que você esteja.